Enfim, trabalhava em uma imobiliária, era vendedor. Nunca se casou, nunca namorou sério a tal ponto. E, apesar de sua idade, não era uma pessoa muito séria e responsável, passava a maioria de seu tempo livre, e de seu tempo não livre também, atrás de rabos de saia.
Mas um desses rabos de saia em especial lhe chamava a atenção, Luciana, 27 anos, também funcionária da imobiliária, seios e glúteos fartos, estatura média, dizem que era muito bonita, não posso afirmar nada, não sou um narrador onisciente. Aliás, deveria ter mencionado isso antes, não sou onisciente, por tanto, não sei nada sobre o psicológico ou emocional mais profundo dos personagens, ainda bem! E não posso garantir que tudo que falo é verídico, na verdade, não posso garantir que isso seja verídico, pelo contrário.
Continuando...
Ricardo, amigo de Alberto, também da imobiliária, vivia dizendo pra que ele a esquecesse, não era para o seu bico e tudo mais. Porém, um dia, Alberto a viu num boteco que freqüentava, surpreso, não pensou duas vezes e cansado de suas aventuras sexuais mentais platônicas, resolveu flerta-la, apoiando o braço no balcão:
-Olá! Luciana, né?
-Isso! – Respondeu de forma seca.
-Trabalha na imobiliária, sempre te vejo lá!
-Sei...
-Sabe, te acho a mulher mais atraente daquele lugar, e de muitos outros também!
-O que você quer, cara?
-Ah, que tal sairmos qualquer dia? Posso te pagar uma bebida?
Luciana, cansada dessa lengalenga, surpreendentemente, surpreendentemente mesmo, responde para Alberto:
-Quer foder, cara? Fala Logo!
Alberto, obviamente, obviamente meeeesmo, responde:
-Claro! Claro!!! Aonde vamos? - Gozando de alegria... (de alegria)
-Sua casa!!!
Alberto, agora poderia realizar sua fantasia com aquela mulher, dirigindo até rápido demais, 5 minutos depois chegam ao local.
Luciana se despe de forma sexy e excitante mostrando seu belo corpo. Ele, que tira sua roupa com rapidez diretamente proporcional ao seu nervosismo, a toma com força. Fornicam-se loucamente, roçam, roçam (isso não é um conto erótico, penso eu). Transam como nos devaneios de Alberto.
-Maraviiiilha, maraviiiilha – Dizia ele em voz alta ao decorrer daquele ato sexual.
Porém, porém mesmo, quando menos imaginava, Luciana levanta-se, pega sua bolsa e tira de dentro uma arma. E, a apontando para a cabeça daquele pobre homem, mais uma vez o surpreendendo, ela deita e diz:
-Defeque em mim! ... Defeque em mim, AGORA!!! – gritando.
-Não posso... não posso... – Responde desesperado.
-Vai logo seu imbecil! Faça-me sentir suas fezes macias e cheirosas.
-Por favor, pare com isso...
- Você não tá entendendo?!?! – aos berros - Defeque em mim, defeque em mim! Se não fizer isso, vai morrer com um tiro no meio da cabeça. No meio da cabeça! Ouviu? Quero sua bosta de mim agora!!!...
Mas... Alberto, para a infelicidade de ambos, tinha intestino preso.